Há caminhos possíveis para a distribuição

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Na noite da sexta (30), o debate foi rico e deixou caminhos. Caminhos possíveis para o fazer e o distribuir. Dialogando sobre “Os Caminhos do livro (distribuição, feiras, eventos…), Ana Rocha [Polvilho], João Varella [Lote 42] e Guilherme Robalinho [Bienal do Livro de Pernambuco] com mediação de Sabrina Carvalho [Livrinho de Papel Finíssimo] suscitaram embates importantes para o mercado editorial independente.

O case da Lote 42 despertou a curiosidade dos presentes. João Varella contou como foi vender todo o estoque da editora com desconto de até 70% porque o Brasil perdeu de 7X1. “Prometemos 10% de desconto para cada gol do Brasil, mas não esperávamos que fosse tanto. Apesar do prejuízo, o nome da editora ficou muito conhecido e aprendemos que futebol é mesmo uma caixinha de surpresas”, disse com ironia implícita.

Já Ana Rocha, da Polvilho, contou que pôs o livro Jardim do Seu Neca para vender em uma floricultura de Belo Horizonte. ” Precisamos pensar em lugares alternativos mesmo. Por enquanto, os lugares que mais vendo são as feiras, para a Polvilho têm sido o nosso principal meio de distribuição”, conta.

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Nas falas de Ana e de João fica evidente a importância de espaços como as feiras independentes por todo o país, e a força do marketing digital como ferramenta para alavancar as vendas via e-commerce.

Guilherme Robalinho, da Bienal do Livro de Pernambuco, contribui com uma fala mais institucional. “O modelo de bienal está em colapso no país inteiro. É preciso fazer algumas mudanças e buscar novas alternativas. O movimento cartoneiro está crescendo muito em Pernambuco”, comenta.

Foto: Raphael Malta Clasen