Exposição de livros de artista segue até 29 de novembro

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O PUBLIQUE-SE chegou ao fim, mas a exposição de livro de artista continua a todo vapor. A mostra segue até o dia 29 de novembro no Museu do Recife, no Forte das Cinco Pontas. Até este período, os visitantes podem eleger o livro que merece receber uma das premiações -serão duas- dadas pelo Festival a um dos participantes desta coletiva.

Tendo como ponto de partida a ideia de “Cadernos que viram livros que viram cadernos”, a exposição, com curadoria de Sabrina Carvalho e Betânia Corrêa de Araújo e expografia de Gustavo Albuquerque, reuniu um time de peso. Trazendo artistas de diferentes perfis e idades, a exposição do PUBLIQUE-SE teve como proposta curatorial que os livros expostos pudessem ser manuseados pelos visitantes, imprimindo maior proximidade com as obras.

Para Sabrina, a curadoria teve um quê de afetiva, reunindo nomes consagrados na arte pernambucana a nomes jovens que estão despontando na cena. “Escolhemos artistas que conhecemos e admiramos. E eles próprios foram muito receptivos sobre a questão do voto popular”, conta sobre a seleção do integrantes para compor esta mostra coletiva.

Segundo a curadora e uma das integrantes da Livrinho de Papel Finíssimo Editora, a expô e o festival foram frutos de um gargalho na prática editorial. “Livro de artista é um objeto livre e o próprio artista liberta as possibilidades do livro. Sem contar que esse é apenas um suporte, mas algo de muito afetivo e íntimo para eles”, complementa.

Para Betânia Corrêa de Araújo, que é diretora do Museu e uma das curadoras, essa é uma exposição que reúne pluralidade sensorial e diversidades de materiais e técnicas reverberadas em trabalhos afetivos. “Aqui nós vemos as subjetividades de cada um deles juntas, quase como um work in progress. O curioso dessa expografia é que a mesa está sempre diferente, as pessoas vão intervindo”, pontua.

Ainda de acordo com Betânia, essa é uma mostra onde fatores diversos estão imbuídos. “Esses livros são a poética dos artistas e também a poética do espectador, de como ele olha. Aqui há um lado lúdico e de memória muito ricos. Além da multiplicidade de materiais como cerâmica, tecido, papel e técnicas, são realmente cadernos que viram livros que acabam virando caderno”, observa.

Foto: Raphael Malta Clasen